quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cartagena II

Dia 22
“Lo unico riesco que las personas tienem em Cartagena e el riesgo de quedar aquí…”
Finalmente conseguimos desembaraçar o carro na complicada e enrolada alfândega colombiana. Às 8 da manhã como combinado, José e Humberto chegaram ao hotel e nos conduziram mais uma vez à alfândega onde ficamos mais 5 horas lutando contra a burocracia para finalmente liberarmos o carro. Depois, fomos almoçar em um restaurante tradicional na praia de Cartagena que pertence a um famoso lutador de box Colombiano chamado Jonathan Romero onde se dizia servir o melhor pescado da costa norte da Colômbia. Ao terminarmos o almoço, Humberto foi cuidar de seus negócios e nós fomos com o José conhecer a cidade antiga de Cartagena que fica dentro das muralhas. Até o momento, esta foi a cidade mais bonita que visitamos em nossa viagem. Para explicar o motivo, temos simplesmente dizer que a cidade colonial de Cartagena é impressionantemente maravilhosa. Tão maravilhosa que eu e o Alessandro concordamos que em nenhuma ocasião teríamos conhecido outra cidade colonial mais bonita que Cartagena. Sua beleza, exuberância de arquitetura, e grandeza explica o porquê da cidade ter sido tombada como Patrimônio Cultural e Histórico da Humanidade pela Unesco. Talvez as fotos que tiramos da antiga cidade não justifiquem a beleza e a experiência que vivenciamos, mas acredito que vocês poderão ter uma idéia. Às sete da noite o Humberto veio ao hotel novamente para nos recolher e desta vez veio com esposa Eliane, e mais uma vez voltamos à cidade antiga de Cartagena, segundo eles a vista noturna seria ainda mais bonita que durante a diurna. Eles tinham toda a razão, a cidade simplesmente se transforma e fica ainda mais maravilhosa. Desta vez não tirei fotos porque sei que fotografias noturnas não retratariam a beleza de cada canto da cidade, então fica o desafio de virem a Cartagena para conhecer. Eu mesmo, com certeza voltarei com muito mais tempo para poder curtir cada café, cada “panaderia”, cada cassino e cada loja de artesanato que ficam abertas até mais de meia noite todos os dias. Ah, se vocês quiserem se hospedar em um local maravilhoso, indicamos um hotel boutique chamado "Delirio", uma maravilha que já foi capa de muitas revistas de decoração e fica no coração da cidade antiga. Busque na Internet e encontrara, a diária fica em torno de 100 dólares. Outro detalhe, se você se apaixonar pela cidade e tentar comprar um dos casarões antigos do centro de Cartagena terá que desembolsar alguns milhões de dólares, pois ali está um dos metros quadrados mais caros da America Latina.
Amanhã cedo seguiremos a Medellin, o José vai conosco, combinamos de deixar ele na cidade que dizem ser a mais moderna e rica da Colômbia, a cidade modelo. Ao final, descobrimos o porquê os Colombianos dizem que o único risco em Cartagena é o risco de ficar morando aqui, um belo slogan porque a cidade é muito tranqüila e calma, não notamos nenhum sinal de insegurança., e realmente perigoso se apaixonar por ela.



































quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Cartagena - Colômbia

Dia 21 - Cartagena
Voltamos a Cartagena depois de uma semana de folga em Orlando enquanto o carro era transladado de Colón (Panamá) para Cartagena (Colômbia) por barco dentro de um contêiner. O nosso carro chegou ontem ao porto desta cidade.
O nosso vôo de volta foi tranqüilo e rápido nas duas horas e meia entre Fort Lauderdale e Cartagena. Tivemos tempo de conhecer um Colombiano chamado José Guzaman, um senhor de 67 anos que vivia desde 1966 nos EUA e hoje desistiu. Ele disse que talvez um dia volte, mas somente se melhorar a situação econômica. Na saída do aeroporto o José nos apresentou a outro senhor chamado Humberto, um corretor de seguros em Cartagena que se disponibilizou a mostrar a cidade e encontrar um hotel para a gente. Colocamos a bagagem em seu carro e seguimos pelo centro de Cartagena, uma bela cidade de praia, moderna, cheia de edifícios residenciais de médio e alto padrão. Depois de certo tempo ele disse que tinha um compromisso em uma praça no centro da cidade, uma certa pessoa iria encontrá-lo para inspecionar o carro em que ele estava dirigindo, pois estava a venda. Depois de certo tempo parados na praça, um casal se aproximou e olhou o carro ligeiramente e foi embora. Então ele começou a fazer ligações para os hotéis locais para saber os preços. Neste momento, dissemos a ele que o mais importante seria ir ao porto, pois tínhamos certa preocupação no desembaraço de aduana. Foi aí então que ele disse que talvez pudesse nos ajudar, então seguimos para o porto. Ao chegarmos ao local sacamos a lista fornecida pela Seabord do Panamá com todas as etapas que deveríamos seguir para desembaraçar o carro junto a aduana da Colômbia. Vendo que tínhamos um papel em mão ele pediu para verificar com a intenção de nos ajudar. Em conclusão, ele ficou o dia todo dirigindo o carro dele para cima e para baixo ajudando e coordenando o processo de liberação do nosso carro, que no final não pode ser feito hoje devido o curto prazo que tínhamos e a difícil burocracia da aduana Colombiana.

Os passos são o seguinte:
Ir ao escritório da empresa Seabord para retirar o BL.
Com o original nas mãos, seguir para a Aduana em um bairro relativamente distante do porto para preencher um formulário de importação temporária do veiculo.
Seguir para um outro local para encontrar um inspetor designado que inspecionara a documentação.
Seguir a um novo endereço chamado de central de documentos e solicitar uma inspeção aduaneira e pagar os gastos portuários; $120,00. O preço mais caro de todas as aduanas até este momento.
Até aqui conseguimos fazer hoje. Amanhã teremos que:
Ir ao centro de operações para consultar o local onde esta o carro.
Voltar para o escritório do inspetor para que ele acompanhe a gente até onde está o carro para a inspeção.
Quando finalizado a inspeção, ir com o formulário carimbado de volta a central de aduana, para terminar a importação temporária.
Ir ao banco para pagar a fatura.
De posse da fatura paga e de todos os documentos em ordem devemos ir a Seabord para solicitar a retirada do carro.

O mais interessante no dia de hoje foi o carinho e tempo dedicado pelo José e pelo Humberto, eles gastaram o dia todo trabalhado e enfrentado burocracia morosa em troca de uma amizade, pois isso era tudo que tínhamos para oferecer como moeda de troca. Às seis e meia da tarde nos levaram para um hotel razoavelmente barato em comparação com os que já tínhamos visto antes pela Internet e nos acompanharam até a checagem do quarto. Foi ai então que decidimos convidar o Humberto, sua esposa e o José para jantarmos juntos. Humberto foi até o trabalho de sua esposa para apanhá-la e depois saímos nós 5 para jantar e foi uma noite maravilhosa. A esposa do Humberto trabalha como coordenadora de eventos do Hilton Hotel e nos contou coisas muito legais sobre a história da cidade e também sobre o país.
Acho que entramos com o pé direito na segunda etapa da viagem.